Orogbò

Orogbo é um fruto de Origem africana muito usado nos rituais feitos para os Orixás no candomblé, este fruto tem como nome científico Garcinia kola Heckel.

Este fruto é utilizado como meios medicinais sendo um ótimo anti-inflamatório e Antiviral. Seus efeitos são gloriosos para saúde, mas muitos deles ainda não comprovados cientificamente.

Dentro dos cultos de Candomblé, ele é tão importante quando o Obí, muito usado em todo tipo de Obrigação, Borí, iniciação,  comida ritual, Abò, sassanha… E ainda possui efeitos divinatórios sendo assim usado no culto de Orunmilá-Ifá. Na iniciação tem por objetivo trazer a prosperidade para o Iniciado e acompanhar diversas Obrigações.

Fruto usado no culto de Aborós (Orixás homens), principalmente para Ossain, Xangô e Orunmilá. Sendo o predileto de Xangô e Egún por ser um elemento de ligação com Ikú (morte).

O Orogbo é um fruto negro predileto de Egun e Sàngó, por ser um elemento de pura ligação com Ikú (a morte). Isto porque Sàngó é um dos maiores representante de Eegun, fato latente no culto Yorubà e ignorado aqui no Brasil, onde dizem que Sàngó tem pavor a Egun isto acontece por falta de conhecerem que na verdade é Sàngó.

Sàngó é tão quente quanto Eegun e o orogbo é o melhor fruto para ser oferecido tanto no culto de egungun resultado da morte no culto a Sàngó associado à Ikú por soa capacidade de destruição através do raio.

Os orogbo representam as pedras de raios no culto a Sàngó, já no culto a Eegun representa os descendentes raciais ou familiares, por este fato está relacionado à morte.

O orogbo por ser um fruto quente totalmente relacionado Ikú, por isso é ofertado aos ancestrais, por este aspecto, quando um ser vivo parte orogbo e oferece juntamente com mel a seus ancestrais, representa «ma comunhão do físico com o espiritual, ou seja os seres vivos cultuam seus ancestrais partilhando o fruto.

Neste momento a morte é inteiramente representada pelo orogbo principalmente por sua casca negra, entra em harmonia com a vivacidade de Sàngó por ser um Orisá oriundo de Iká (norte), ou seja, ele é on» grande Egungun de inteira relação com dos os ancestrais cultuado na terra, onde todos vivem totalmente sob o domínio do grande Rei da terra (Òbàlúwàiyé).

Muitos e muitos orogbos devem ser ofertados à Sàngó com mel, o qual è sua fruta predileta de principal relação com Ikú e egun. Fatos desconhecidos por muitos e ignorados por outros.

Os principais òrisás que também recebem oferta de orogbo é Esú, lyàmi-Òsòróngà, Ogúo, Òbàlúwàiyé, Oyà, Òmólú, lyémowo-Iyémònjá e Òòrisànlà-Òbátálà só recebem ferta de Orogbo sem a casca exibindo sua parte branca.

Assim como o obi, os fundamentos de Orixá estão incompletos sem ele, aliás, não fazemos um Yawô sem esse fruto. Originário da África, também é encontrado na Polinésia, Ásia e Austrália.
Ao fazermos o abô (que é um banho de purificação com ervas frescas do Orixá de cabeça do iniciante e não aquele banho podre que se aplica em muito Terreiros), essa fruta é um dos itens ritualísticos. Ao mastigarmos, seu gosto desagrada ao paladar, pois incomoda um pouco, porém, é de imensa utilidade nos preceitos religiosos e serve também para “fechar o corpo” em nosso dia a dia. Também sendo utilizado como banho em determinados momentos de nossa vida quando indicado.