Erinlé é o Orixá da caça, cultuado as margens do rio Erinlè e considerado por muitos como pai de Oxum. A palavra Erinlé quer dizer “Terra dos Elefantes” e por isso é considerado o caçador de elefantes tendo seu Fio-de-Contas na cor Marfím.

Para muitos do culto Afro-Brasileiro, Erinlé é uma qualidade de Oxóssi, o Odé dos elefantes, essa qualidade é chamada de Oxóssi Inlé e tem afins com Oxaguian e Oxum.

Erinlé recebe oferendas de acarajé, inhames, bananas, milho, feijão assado, tudo regado com azeite-de-dendê.

Tido por alguns como filho de Ainá, Erínlè é considerado por outros como filho mítico de Yemoja e de Olokun. É um orixá caçador, pescador e um médico, por conta do seu grande conhecimento da floresta e da flora. Enquanto médico dominou, antes de Ossãe, o poder da botânica. Não é incomum para os sacerdotes de Erínlè carregarem um cajado (òsù) semelhante ao que carregam os sacerdotes de Ossãe e de Ifá devido à sua importância como curandeiros medicinais.

O Mito de Erinlé:

Havia um caçador chamado Erinlé, o grande caçador de elefantes. Um dia uma mulher passava perto de um rio e ali perto, junto ao bosque, avistou o caçador. Ele pediu a ela que lhe desse água para beber, a mulher entrou no rio até a altura dos joelhos e, quando se inclinou para apanhar água, ouviu de Erinlé a ordem de que entrasse mais fundo. Mais fundo no rio entrou a mulher, mas percebendo que o rio ia afogá-la, saiu imediatamente da água, com medo de ser morta. Ela ouviu então a voz do caçador, que era o próprio rio, reclamando que ela não trazia oferenda alguma, ela queria recolher sua água, mas nada lhe dava em troca. Ninguém pode entrar no rio profundo sem trazer presentes, tempos depois, quando Erinlé foi cultuado como orixá, seus seguidores o chamaram de Ibualama, que quer dizer “Água Profunda”.