É a orixá da caça, filha de Erinlé. Com o mito de que seria esposa ou filha de Oxóssi.

É cultuada como uma orixá de energia feminina, porém até se diz não encorporar. Algumas lendas dizem que Odé (Oxóssi) criou Otín apenas na sua imaginação, por causa de sua carência ele inventou essa magnífica mulher que tanto se parecia com ele, porém um belo dia essa mulher idealizada por Oxóssi acabou virando realidade, Otín havia ganhado a vida.

Otín está ligada á Oxóssi, Ossãe, Oxum, Ogum, Yemajá e a outros orixá, Dizem que essa orixá é encarregada de levar água para os outros orixás, mas essa lenda (Itan) quase não é empregado às lendas de Otín.

No candomblé atual Otín não tem espaço em culto próprio (Com excessão de algumas casas), fica bem conhecida a palavra Otín, por levar duas qualidades de orixás, Odé e Oxum.

Odé-Otín, O Oxóssi azul, usa lança, gosta de búfalos e vive no mato caçando. Oxum-Otín, qualidade de Oxum muito arisca, caçadora e de personalidade difícil, porém não encorpora nos seus filhos.

Lenda de Otín:

Otin usa capanga e lança e vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça assim como Odé: pássaros, coelhos etc. Mas aprecia mesmo é o porco.

Otim é uma Iyabá que possui três seios. Ao se casar com Oxóssi pede para que ele não conte esse segredo a ninguém. As esposas de Oxossi enciumadas embriagam-no e ele acaba por contar o segredo de Otim. Apavorada Otim foge e se afoga no rio de seu pai Erinlé.