Lendas: Xangô (O Mito de Barú)

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Lenda de Xangô Barú

Existe uma qualidade de Xangô, chamada Baru, que não pode comer quiabo. Ele era muito brigão. Só vivia em atrito com os outros. Ele é que era o valente. Quem resolvia tudo era ele . Xangô Baru era muito destemido, mas, quando ele comia quiabo, que ele gostava muito, lhe dava muita sonolência. Dormia o tempo todo! E pôr isso perdeu muitas contendas, pois quando ele acordava, já tudo tinha acabado.

Então, resolveu consultar um oluô, que lhe disse:

- Se é assim, deixa de comer quiabo.

- Eu deixar de comer o que eu mais gosto? – respondeu Xangô Baru.

- Então, fique por sua conta. Não me incomode mais! Será que a gula vai vencê- lo? – perguntou o oluô. Xangô baru foi para casa e pensou :

- Eu não vou me deixar vencer pela boca. Vou voltar lá e perguntar a ele o que faço, pois o quiabo é meu prato predileto.

E saiu no caminho da casa do oluô, que já sabia que ele voltaria. Lá chegando, disse:

- Aqui estou. Me diz o que eu vou comer no lugar do quiabo.

- Aqui neste mocó tem o que você tem que comer. São estas folhas. Você temperando como quiabo, mata sua fome – lhe mostrou o oluô.

- Folha?! – perguntou Xangô Baru.

- Sim – respondeu o oluô – Tem duas qualidades, uma se chama oyó e a outra, sanã. São tão boas e gostosas quanto o quiabo.

Xangô Baru foi para casa e preparou o refogado, e fez um angu de farinha e comeu. Gostou tanto, e se sentiu tão bem e tão fortalecido, e não teve mais aquele sono profundo. Aliás, ele se sentiu bem mais jovem e com mais força. E não ficou com a sonolência que o quiabo lhe dava. Aí ele disse:

- A partir de hoje, eu não como mais quiabo.

Daí a sua quizila com o mesmo. “Todo caso é um caso. “Esse caso me foi contado pelas minhas mais velhas; assim, agora quem quiser dar quiabo a Baru, que dê!

Uma passagem na História de Xango que explica o Branco de Barú em contraste com o negro:

“Recebeu de Oxalá um cavalo branco como presente. Passado um tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado por sete anos num calabouço. Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres de Baru. Com a ajuda dos babalawôs, Xangô Baru descobriu seu pai, Oxalá, preso no palácio. Naquele dia mesmo, Baru e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande Orixá da Criação. Neste mito, Xangô surge como um rei humilde e solidário com a causa de seu povo.”

Xangô Barú

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Barú é uma qualidade de Xango arredio e que veste preto, marrom ou Marrom e branco. Não come Amalá nem Quiabo e está ligado a Yemanjá em Tapá, Exú e Oyá Topé.

Algumas lendas e casas o ligam a Ìrókò, Dando a ele Amendoim cozido e Padè (por sua ligação a Esù). Barú detesta injustiça e defende os certos, porém não tolera erros, se livra de tosdos seus inimigos para não voltarem a cometer o mesmo erro.

Na Africa ficou conhecido como “Doido” porque durante seu reinado fez algumas besteiras, motivo pelo qual na África não se raspa nem se assenta esse Orixá.

Suas contas são um mistério, pois alguams casas usam o vermelho e o branco e outras usam o marrom, sendo que algumas outras ainda intercalam as marrons com contas pretas (12 marrons e 1 preta).

Informações:

Cores: Marrom e Preto ou Vermelho e Branco

Saudação: Kawò Kábiyèsilè (Venham ver o rei descer do céu)

Dias da Semana: Quinta-feira

Números: 12, 1, 6, 11, 3

Planeta: Jupter e Mercúrio

Elemento: Fogo e Ar

Ervas: Alfavaca, Cafeeiro, Taioba, Pará-raio, Nóz Moscada, Erva de santa Maria, Erva de São João, Cordão de Frade, Caruru, Goiabeira, Panasséia, Alevante, Azedinha, Melão de São Caetano, Morangueiro, Romã, Tiririca, Urucú, etc…

Simbolos: Dois Oxês Cruzados.

Animais: Tartaruga, Carneiro e Leão

Sincretisto: São Jerônimo

Características dos Filhos de Xango, especialmente Barú:

Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores fortemente atraídos pelo sexo e o relacionamento predominantemente sexual assume papel importante em sua vida.
Honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito o desejo.

Donos de uma enorme auto-estima, têm uma clara consciência de que são importantes e dignos de respeito e atenção. Acreditam que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos, consciência um pouco egocêntrica, mas de uma naturalidade desconcertante.

Não aceitam muito as opniões alheias e acham que podem resolver todos seus problemas sozinho, tem momentos calmos mas derrepente se tomam por uma fúria incontrolável. Vezes quieto e nãigam pra opnião alheia, mas outras vezes se infurecem e dizem o que não querem ouvir.

Não aceita injustiça e se cega diante das paixões duradouras e passageiras, sõa bons mais não se prende totamelmente a alguem o que pode parecer que não está “nem aí”. São risonhos, amantes da boa comiga e brincalhoes (pois possui uma ligação com exú muito forte), Gostam de exercer a autoridade e não podem ser contraiados. Possui grande censo para a justiça e defende os certos.

Extremamente enérgicos e autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.

Suas características físicas são de alguem forte e geralmente inofencivos, mas saõ dotados de força moral e vezes a energia corporal, onde passam impõe silencio e respeito, mas logo se mostram amigos e brincalhões. Falam grosso e seu geito meio curvado os colocam em posição de destaque.

Assim como Xangô, gostam de exercer a liderança e o controle, quando isso não é possível… Os filhos de Barú logo se sentem diminuidos e fracos. Sua maior Kizila é a morte e o Carangueijo. sendo para eles o combustível o Sexo e tudo que se relaciona a esse tema.

Contam vantagem, mais quase sempre suas histórias são verdadeiras.

Suas carreiras mais promoissoras são: Juizes, advogados e defensores, dentistas, médicos, tatuador e vendedor, tem aptidão para os negocios e marketing poi são bons influênciadores.

Diz-se em muitos Axés que Barú é o Xangô mais difícil de se fazer em Yawò.

Lenda do Ipeté de Oxum

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Oxum encontrava-se com problemas no ventre e isso lhe causava dificuldades para engravidar, Mas esra do desejo de Oxum engravidar; Diante dessa dificuldade ela decide consultar Orunmilá.

Orunmilá diante do problema de Oxum lhe ofereceu uma ajuda, Indagando que ela deveria seguir um preceito e nesse preceito ela deveria oferecer comida a todas as Oxuns, todas as irmãs; Oxum lhe disse que era impossivel, pois cada uma comiga uma coisa e sem muito pensar Orunmilá lhe respondeu:

- Se esforce, tens que criar um prato onde todas irão comer!

Oxum então responde:

- Mas como?

Orunmilá de pronto lhe responde:

- Você procurar uma estrada que parece não ter fim, caminhará e caminhará, algum tempo depois encontrará um homem que lhe presenteará com um fruto!

Oxum ficou meio desconfiada, mas era a única maneira de se livrar do problema. então Oxum no primeiro raiar do sol, no dia seguinte, Saiu a procura dessa estrada, passou por matas, rios, caminhos de pedras e ventanias.. Mas no fim encontrou a estrada, e tornou-se a caminhar, parou e descansou, mas voltou a caminhar… Até que avista um homem, parado na estrada, esse Homem era Ogún.

Ogún ficou espantado de ver Oxum alí, pois todos sabiam que oxum não saía de seus rios pra quase nada, ficava sempre no rio esperando os presentes e se banhando… Ela não gostava de sair de seu palácio de águas e naquele momento ela estava alí em uma estrada quente e sem acomodação! Com esse espanto de Ogúm ele lhe pergunta:

- O que lhe traz aquí Oxum?

E Oxum conta a Ogún o que lhe passava. Então Ogún vai até a beira da estrada e conhe um fruto chamado Ixú e entrega a Oxum e lhe diz para preparar uma comida chamada Ipeté, a comida que acalma! e entregue as suas irmãs.

Oxum lhe pergunta:

- O que quer em troca?

E Ogún muito encantado com a beleza de Oxum lhe responde:

- Nada! Você só terá apenas que sustentar sobre o seu Orí e sob a panela de Ipeté a folha de Abre-Caminho, e não esqueças de acomodar todos os Okutas de suas irmãs sobre o Ipeté.

Oxum ouviu atentamente as recomendações de Ogún e seguiu as suas orientações; pouco tempo depois nascia Logún-edé (O filho querido de Oxum).

“A partir desse Itán, Todos os anos é servido em ritual a comida Ipeté à Oxum, e abaixo da panela dessa comida e colocado as folhas de Abre-Caminho, sem esquecer de acomodar os Okutás sob o Ipeté. Também não podemos esquecer que por causa dessa lenda, o Único Orixá Boró (homem) que pode carregar a panela de Ipeté é Logún-Edé…”

Por consequência nasce também a seguinte Cantiga:

Oromilá, Oromilá ó

Oromilá ó, Iyá Badó A Yèyè ò.

Oromilá, Oromilá ó

Oromilá ó, Iyá Badó A Yèyè ò.

Oromilá, Oromilá ó

Oromilá ó, Iyá Badó A Yèyè ò.

A Iyá Osún, Osún Moreyeò.

A Iyá Osún, Osún Moreyeò.

A Iyá Osún, Osún Moreyeò.

O Mistério do Acaçá

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Acaçá (àkàsà)  é de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvido, ainda quente, em folhas de bananeiras. A definição é correta, mas extremante superficial, pois o acaçá é de longe a comida mais importante do culto africano. Seu preparo e forma de utilização nos rituais e oferenda. Envolvem preceitos e regulamentos bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
Todos os orixás, de Exu a Oxalá, recebem acaçá. Todas as cerimônias, do ebó mais simples as sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagens fúnebres e tudo o mais que ocorra em uma casa de culto africano só acontece com a presença do acaçá. A vida e a morte no candomblé se processam à partir desta oferenda fundamental, sem a qual nenhum homem seria poupado dos dissabores e percalços do destino. Quando recorremos á história dos orixás, percebemos o grande mal que a humanidade todas as vezes que se afasta do poder divino, representada, nesse caso, pelo poderoso Orun, a morada de todas as divindades, e pelo supremo, senhor do Destino dos Homens. Olodumaré, também conhecido como Olorum (Zambi).
Só existe uma oferenda capaz de restituir o axé e desenvolver a paz e a prosperidade na Terra, ela é justamente o acaçá. Mas o que faz de uma comida aparentemente tão simples a maior das oferendas aos orixás?

Será que todos sabem o que realmente é um acaçá?

Façamos então uma classificação dos elementos que compõem o acaçá para chegarmos à derradeira conclusão. Primeiramente, é preciso esclarecer que a pasta branca à base de farinha de milho (que fica alguns dias de molho e depois passada pelo pilão ou moinho) chama-se na verdade eco (èko). Depois de coxear, uma porção da pasta ainda quente, é envolvida em um pedaço de folha de bananeira para enrijecer (na África é utilizada outra folha, chamada èpàpo), tornando-se, agora sim, um acaçá. (Hoje em dia nós temos a facilidade de encontrar o milho vermelho moído).
Percebe-se a fundamental importância da folha de bananeira, uma vez que o eco só passa a ser acaçá quando envolvido em uma folha verde que lhe atribui existência individualizada, pois passa a ser uma porção desprendida da massa, assim como e emi, que dá vida aos seres, é, na verdade, uma parte da atmosfera, ou do próprio Olorum, que todos ser leva dentro de si, o sopro da vida, o ar que respiramos.
Portanto, o acaçá é um corpo, o símbolo de um ser. A única oferenda que restituí a redistribui o axé.

É importante insistir que o que faz do acaçá um corpo único, eminente representação de um ser, é a folha, seu poderoso invólucro verde, que lhe confere individualidade e força vital diante do poderoso orun, os orixás e do grande Deus Oludumaré.

Somente a água é tão importante quanto o acaçá, pois não existem substitutos para nenhum dos dois, que são, a exemplo do obi, elementos indispensáveis em qualquer ritual. Ambos configuram-se como símbolo da vida, e é justamente para afastar a morte do caminho das pessoas, para que o sacrifício não seja o homem, que são oferecidos.

O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. E por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-se a comida e predileção de todos os orixás.Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor do candomblé, pois as regras e diretrizes da religião nunca foram ditadas pela intuição. “Constituem grandes fundamentos cristalizados” ao longo de anos e anos de tradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas fundamento sim, e fundamentos se aprende.

Fundamento é o segredo compartilhado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o orixá. O acaçá deve permanecer fechado, imaculado até o momento de ser entregue ao orixá. Só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse de ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. E o segredo do acaçá é enrolar na folha de bananeira, é o que mantém um terreiro de candomblé de pé. Não existe acaçá que não seja enrolado na folha de bananeira..

Entretanto, a imprudência vigora em muitos terreiros e não raras vezes se ouve falar de novas iguarias apresentadas como acaçá. Os mais comuns são os acaçá de pia e de forma. No primeiro caso a massa de ecó, mais grossa, é colocada às colheradas sobre o mármore das pias, onde os bolinhos esfriam antes de serem utilizados nos ritos. Na segunda receita a massa é espalhada em uma forma e posteriormente cortada em quadradinhos. Este é um procedimento incorreto e condenável, e as pessoas que agem assim então fadadas ao insucesso e não podem ser consideradas pessoas de axé.

Não há candomblé sem acaçá, nem acaçá sem folha. A religião dos orixás não admite modificações na essência , e esta comida é essencial, portanto, inviolável. Primeiro vem o acaçá antes dele só a vida. Logo, a folha de bananeira guarda uma vida. Deixar a massa do acaçá exposto é o mesmo que deixar a vida vulnerável. Eis o grande fundamento.”

Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza a paz.

Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida de Oxalá que agrada a todos os orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício.

Mão de Vumbe

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Mão de Vumbe ou Mão de Nvumbe ou tirar mão de Vumbi, Maku Nvumbi, significa fazer cerimônia para tirar a mão do falecido, feita após um ano do Ntambi (cerimônia fúnebre). Cerimônia que é realizada nas pessoas que foram iniciadas pela pessoa que morreu, ou seja: tirar a mão do morto.

Quando uma pessoa é iniciada por um pai ou mãe-de-santo, passa a ter um vínculo espiritual, a mão da pessoa em sua cabeça, a mão que transmitiu o axé, quando o pai ou mãe-de-santo morre é necessário tirar a mão do morto, essa cerimônia é feita por outro pai ou mãe-de-santo escolhido pela pessoa.

A palavra Vumbe é usada no Candomblé Bantu de nações Angola e Congo, o significado é o mesmo que tirar a mão do Egum usada no Candomblé Ketu.

Odú Iròsùn

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REGÊNTES

Este Odú tem como RegÊntes principais: Iemanjá, Omolú e Egungun.

MITO

“Em um certo tempo um homem que se achava em situação tão precária e em tal aperto, que não via de lado algum qualquer milagre que pudesse salvá-lo. Ele resolveu ir até a casa de um Oluwô fazer o ebó (oferenda) indicado. Feito tudo, lá se foi ele para um lugar reservado, acendeu o fogo, em seguida colocou as pimentas maduras no lume e pôs-se a receber fumaça nos olhos. Em um dado momento, ia passando um príncipe reinante e herdeiro do trono. Observando aquela cena de sofrimento espontâneo, admirou-se do tal sujeito, que, no dizer dele, estava procurando o meio mais curto possível para pôr termo à existência. O príncipe, condoído com aquilo, o fez chegar aos seus pés e indagou dele o que havia ou o que queria dizer aquilo. Sem demora, o homem historiou a razão daquele ato de castigar a si próprio. Tratava-se de compromissos inadiáveis, que ele não podia cumprir. Disse o príncipe que, tendo pena dele, não consentiria tal cena. Também sem hesitação, o príncipe mandou-lhe uma verdadeira fortuna, com o qual o homem poderia viver toda a sua vida, sem o menor vexame.”

PERSONALIDADE

As pessoas deste odú pecam e sofrem por não guardarem segredo, exceto quando lhes é conveniente- são faladoras generosas e francas; orgulhosas e exaltadas. Gostam de ajudar o próximo, inclinam-se ao ocultismo e aos mistérios.

INTERPRETAÇÃO

Esta caida pode pronunciar calúnias e injustiças, ocasionadas por Egungun, e sendo este odu, um dos odu ligado a omolu ou obaluaye, as pessoas regidas por este ele, tendem a sofrer todos esse tipos de problemas. Porém Iemanjá, nesta caída, responde com certa decisão e justiça e equilibrio de Ori. oxala, por sua vez, também promete dar um pouco de alívio e proteção.

Devido ao caminho imposto por esse ODÚ, em sua fase negativa traz influências desagradáveis e causa principalmente ao seu consulente ou a quem é regido por ele, um círculo de falsos amigos. Este ODÚ tem grandes poderes de sabedoria, em sua fase positiva, ele propicia alívio a doenças e caminhos fechados, porém nem todos os problemas poderão ser totalmente resolvidos, mas pelo menos aliviados. É um ODÚ de grandes causas no seu lado positivo, propõe-se a defender o consulente em todos os aspectos. Ele determina fim de sofrimento, traz grandes possibilidades de triunfos e de cargos, terá possibilidades de se envolver com grandes personalidades, é também envolvido em mistérios, indica mediunidade, bom caráter, cargo de chefia na casa de santo e no trabalho.

Quando se posiciona à esquerda, indica grandes desgraças, ciladas, roubos, indecisões, calúnias, traições de pessoas amigas, acidentes, muitas tristezas, paixões violentas, muita falsidade, até mesmo dentro de casa e no trabalho, além de perigo de morte repentina. Já quando sai a direita, é indicação de que haverá resolução dos problemas por pior que sejam.

Observação: Este odu, deverá ser encaminhado, sempre que sair na 1ª, 2ª e 3ª caídas. Exemplo: Se a 1ª caída for Irosun, 2ª odi e a 3ª Ofun, é indicação de grandes choques de correntes negativas, está situação é por demais complicada, é perda em muitas coisas, mas principalmente no amor, com tendência a ter uma vida solitária.

Para atrair boa sorte e eliminar as energias negativas, toda pessoa regida por este odu deverá fazer uma oferenda mensal com 4 acaçás, 4 moedas, 4 velas, 4 bolos de farinha, 4 ovos (mencionar somente o nome do ODÚ).

Lendas: Iroko (Eró iroko isó)

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No início dos tempos, os Orixás FunFun plantaram uma grande árvore na terra, um de seus mesmo, um Orixá FunFun como eles mesmos, o grande Irokô.

O Irokô só comia branco e só vestia branco, como seus irmãos.

de Iroco. Mas como toda a familia do branco só come coisas que também sejam brancas e também só se veste de branco.

Certo dia dois aldeões começaram uma briga entre eles, só que os dois para a suas épocas eram importantes e envolveu todos: Egun, Ikú, Oxalá ,Exu… todos!

Exu, que é responsável pelos caminhos deste Orixá e de todos os outros, chegou e sem falar muito soprou um pó e cairam dois raios, ao toque do adarun. Só que um raio matou um dos homens e outro raio pegou no outro que também estava envolvido com a briga. Todos acharam que era feitiço, coisa Feita.

Os Orixás FunFun ficaram indignados com tanta bagunça e guerra no mundo e o mundo foi devastado, em punição, com uma forte tempestade. Oxalá, vendo a destruição, foi falar com Olofim seu pai.

Senhor do infinito, Olofim foi comovido com o que aconteceu com suas criações mandou chamar seu filho Iroko, e soprou sobre ele seu Efuru, o sopro da vida, e irokô cresceu sobre a terra devastada. Cresceu e cresceu, cresceu tanto que já quase alcançava o orum (“céu”), mesmo com suas raízes firmes no Ayê (“terra”).

Olofim viu que irokô poderia ver a sua face. Para impedi-lo, lançou o pó da Pemba sagrada sobre a copa da árvore, aparecendo as nuvens impedindo que ele fosse além do que era pra ver.

Olofin, então, mandou chamar Oxalá por vê-lo triste em ver que não poderia voltar mais a terra, já que seu povo, seus filhos, haviam sido destruídos. Olofin quebrou um galho do Irokô e o deu a oxalá, dizendo: “Meu filho, apóie-se nesse cajado, este é seu opaxorô, com ele você assegurará toda a vida na terra, e os Deusesnão poderão mais prejudicar diretamente seus filhos”.

Olofim abençoou Irokô e disse que nunca mais seria Extinto. Seria a única árvore a não sofrer a ação do tempo e passaria a ser morada dos ancestrais, mas também de abikú e de ibeji, e nenhum mortal poderia errubá-lo sem que houvesses punições.

Exu também ganhou o título de oluwo ikoritá (senhor dos caminhos cruzados – as encruzilhadas) pelo ocorrido.

irokô ganhou o título de Eró isó, grande orixá e senhor de todas as árvores, onde até mesmoas yá Mi repousariam.

OGUM XOROQUE

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Não é muito cultuado no keto. Usa contas de um azul escuro que se aproxima do roxo do colar de Esú, seu irmão e amigo íntimo. “Xoroke é um Ògún que tende a confundir-se com Esú, agitado, instável, suscetível e manhoso”.

Sendo Ogun um orixá e não um vodun ou Nkice, então estaria ele também sob as tradições de Ketu, nessa nação são reconhecidos sete Oguns, são eles: ONIRE, ALAKORO, ALGBEDE, OGUNJÁ, MEJE AMENON E OWAWRIN, segundo a crença Nagô quando o primeiro tenta adentrar a terra essa o repele fazendo-o explodir em sete partes o que originou os sete caminhos de ogun, os já acima citados.
Os dias que disserem que ele é um vodun ou um Nkice, então poderão abrir dialogo de sins e nãos, porém enquanto existir a afirmação deste como orixá, então só temos uma resposta: o único orixá com este nome é o próprio Exu Xoroque, talvez por uma questão de uma pessoa ter tido a necessidade de fazer um Exu e não ter tido punho ou coragem para enfrentar o preconceito da comunidade do candomblé daquela época, há cinqüenta anos atrás, deu margem para essa polemica tão discutida hoje.
Em tempo:
Basta ver o assentamento deste Ogun que você depara com um Ogun assentado na tabatinga o que é vedado para qualquer um rodante, uma vez que a crença nagô acredita que quando se procede assim à energia ficaria presa não mais voltando àquele ori, bem sendo assim ainda existe alguém que fala que ele seria um vodun, de jeje, mesmo com essa última hipótese ele deixaria de ser um Ogun, visto que esse só existe na crença Nagô, teria seu correspondente como o Vodun Gou naquela nação, ainda assim quando visto como Vodun os Zeladores de jeje não aceitam e nem mesmo nunca ouviu falar. Ele é o guardião da porteira de Bessen, não devendo ser feito na cabeça de ninguém.
Nova ressalva: É um Orixá de Jeje, um tipo muito perigoso. Dizem que foi amaldiçoado por seu pai e sua mãe. Conta à lenda que um vulcão entrou em erupção e XOROQUE pulou de dentro dele, em forma de fogo. É o senhor da noite, vive nos cantos das encruzilhadas, castigando os que por ali passam e profanam as oferendas ali colocadas. É o Orixá da vingança, pois, seu temperamento é muito forte. Tem que ser feito no domínio do pai, VILA MAVUMBE, e ambos no domínio da mãe, APANDÁ. Faz-se o Exú, escravizado por Ogún, tendo que assentar Oxún. Não pode ser feito dentro do barracão. Tudo é duplo, até o QUELÊ. São dois assentamentos, um de Exú, sem massa e outro de Ogún, com massa, sobre o Exú. Dança-se para Exú, Ogún e Oxún.
Outra Ressalva: De acordo com Fernandes Portugal, Ogum Xoroquê é um Ogum com fundamento em Exú. Já Xogum, segundo o mesmo autor, é um tipo de Ogum que se torna Exu durante seis meses. O fato de ter fundamento em, ou ser periodicamente Exú, significa que esse Ogum tem um componente mágico, podendo realizar feitiços.
De acordo com Olga Cacciatore, Ogum Xoroquê, também chamado de Xogum (EXÚ DE OGUM), é um Ogum feroz e briguento, tão bravio que termina por torna-se um Exú. É por isso que ele tem tanta presteza em procurar resolver as demandas de seus filhos- de- fé, assumindo suas brigas e quizilas. O próprio nome da entidade reflete essa característica: em iorubá, xoro + ké significa gritar ferozmente ou cortar cruelmente.
Ainda segundo Cacciatore, Xoroquê é o nome dado a essa entidade, quando ela se manifesta sob a forma de Exú.Como todos os exús da Umbanda, ele é mais um servo do Orixá que um Orixá propriamente dito ; desta forma, esta entidade seria um Exú subordinado a Ogum-Xoroquê ( como indica o nome Xoroquê , que significa em iorubá guarda de Xoroquê) .
Entretanto , diferente dos demais Exús, este tem duas características únicas: em primeiro lugar, verifica-se que, embora seja da mesma raiz que Ogum, ele assume uma causa como se fosse somente sua , quando outra entidade o requisita, resolvendo o problema por conta própria , e não como mensageiro do Orixá; em segundo lugar, e mais importante, verifica-se que, durante parte do ano, este Exú torna-se o próprio Orixá a que é ligado.
No Candomblé da Nação de Angola, esta entidade é um Boiadeiro. Chama-se Caboclo Xoroquê – metade caboclo, metade Exú -, característica que o torna mais arrojado que os demais Caboclos no momento de resolver os casos que lhe são entregues.

No Brasil, o Senhor Xoroquê, como a entidade é respeitosamente chamada por seus fiéis, apresenta-se alternadamente sob duas formas: durante seis meses do ano, é um Ogum, durante os outros seis meses, é um Exú.

Porém estes seis meses não são exatamente o primeiro ou segundo semestre e sim dias alternados. Ou seja, o filho de Ogum Xoroquê sente em seu organismo quando Exú esta aflorado ou o Ogum. Somente o filho deste Orixá sabe desta mudança. Um dos motivos dos filhos deste orixá serem considerados irresponsáveis, pois ninguém nunca sabe o que ele vai fazer, esta pensando são muito imprevisíveis, nem eles sabem qual vai ser a atitude diante de uma situação. Por isso as pessoas têm que ter muita paciência com os filhos de OGUM SHOROKE. Os Zeladores de Santo quando tem um filho deste Orixá sabe que este filho será aquele que sempre ele pode contar e sempre sabe que de vez em quando some do “BARRACÃO”, mas sempre volta. Os Zeladores já estão tão acostumados com as atitudes destes filhos que os outros Yaôs do “barracão” acham que estes filhos são os protegidos. Mas não. É que Ogum Xoroquê esta sempre a flor da pele e os filhos agem de forma muito parecida do Orixá. Resumindo, os filhos de OGUM SHOROKE são problemáticos. Porém quando OGUM SHOROKE “quizila” com um filho dele. É muito difícil conseguir “agô”. Este filho apanha por um período de SETE ANOS, QUATORZE e VINTE UM ANOS. Portanto todo o cuidado é pouco. Os filhos de Ogum Xoroquê quando apanham de seu pai, apanham de uma forma muito rude em relação aos outros Orixás. OGUM SHOROKE só atende aos pedidos feitos para YEMANJA ou XAPANAN. Por tanto se você é “raspado e catulado” para este Orixá, tome muito cuidado. Não vacile, pois ele te dá quase tudo e toma de você inclusive aquilo que ele não te deu. Os filhos de OGUM SHOROKE conseguem tudo com muita facilidade, isto quando esta em dia com seu Orixá. Conseguem coisas impossíveis que ele nunca imaginou conseguir, coisas materiais e espirituais. Porém tem estar em dia com todas as “obrigações” relacionado ao Orixá. Eu amo meu pai OGUM SHOROKE. Pois foi para ele que meu “mucanã” caiu, foi para ele que o “inje” foi derramado no meu “ori” foi para ele que usei o meu “kelê”.

Lendas: Oxóssi (Ogúm lhe ensina a caçar)

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Oxóssi é irmão de Ogun. Ogun tem pelo irmão um afeto especial. Num dia em que voltava da batalha, Ogun encontrou o irmão temeroso e sem reação, cercado de inimigos que já tinham destruído quase toda a aldeia e que estavam prestes a atingir sua família e tomar suas terras. Ogun vinha cansado de outra guerra, mas ficou irado e sedento de vingança. Procurou dentro de si mais forças para continuar lutando e partiu na direção dos inimigos. Com sua espada de ferro pelejou até o amanhecer.

Quando por fim venceu os invasores, sentou-se com o irmão e o tranqüilizou com sua proteção. Sempre que houvesse necessidade ele iria até seu encontro para auxiliá-lo. Ogun então ensinou Oxóssi a caçar, a abrir caminhos pela floresta e matas cerradas. Oxóssi aprendeu com o irmão a nobre arte da caça, sem a qual a vida é muito mais difícil. Ogun ensinou Oxóssi a defender-se por si próprio e ensinou Oxóssi a cuidar da sua gente. Agora Ogun podia voltar tranqüilo para a guerra. Ogun fez de Oxóssi o provedor.

Oxóssi é o irmão de Ogun.

Ogun é o grande guerreiro.

Oxóssi é o grande caçador.

Oxóssi mata a mãe com uma flechada.

Olodumare chamou Orunmilá e o incumbiu de trazer-lhe uma codorna. Orunmilá explicou-lhe as dificuldades de se caçar codorna e rogou-lhe que lhe desse outra missão. Contrariado, Olodumare foi reticente na resposta e Orunmilá partiu mundo afora a fim de saciar a vontade do seu Senhor. Orunmilá embrenhou-se em todos os cantos da Terra. Passou por muitas dificuldades, andou por povos distantes. Muitas vezes foi motivo de deboche e negativas acerca do que pretendia conseguir. Já desistindo do intento e resignado a receber de Olodumare o castigo que por certo merecia, Orunmilá se pôs no caminho de volta. Estava ansado e decepcionado consigo mesmo.

Entrou por um atalho e ouviu o som de cânticos. A cada passo, Orunmilá sentia suas forças se renovando. Sentia que algo de novo ocorreria. Chegou a um povoado onde os tambores tocavam louvores a Xangô, Iemanjá, Oxum e Obatalá. No meio da roda, bailava uma linda rainha. Era Oxum, que acompanhava com sua dança toda aquela celebração. Bailando a seu lado estava um jovem corpulento e viril. Era Oxóssi, o grande caçador.

Orunmilá apresentou-se e disse da sua vontade de falar com aquele caçador. Todos se curvaram perante sua autoridade e trataram de trazer Oxóssi à sua presença. O velho adivinho dirigiu-se a Oxóssi e disse que Olodumare o havia encarregado de conseguir uma codorna. Seria esta, agora, a missão de Oxóssi. Oxóssi ficou lisonjeado com a honrosa tarefa e prometeu trazer a caça na manhã seguinte. Assim ficou combinado.

Na manhã seguinte, Orunmilá se dirigiu à casa de Oxóssi. Para sua surpresa, o caçador apareceu na porta irado e assustado, dizendo que lhe haviam roubado a caça. Oxóssi, desorientado, perguntou à sua mãe sobre a codorna, e ela respondeu com ares de desprezo, dizendo que não estava interessada naquilo. Orunmilá exigiu que Oxóssi lhe trouxesse outra codorna, senão não receberia o Axé de Olodumare. Oxóssi caçou outra codorna, guardando-a no embornal. Procurou Orunmilá e ambos dirigiram-se ao palácio de Olodumare no Orum. Entregaram a codorna ao Senhor do Mundo. De soslaio Olodumare olhou para Oxóssi e, estendendo seu braço direito, fez dele o rei dos caçadores. Agradecido a Olodumare a agarrado a seu arco, Oxóssi disparou uma flecha ao azar e disse que aquela deveria ser cravada no oração de quem havia roubado a primeira codorna. Oxóssi desceu à Terra. Ao chegar em casa encontrou a mãe morta com uma flecha cravada no peito. Desesperado, pôs-se a gritar e por um bom tempo ficou de joelhos inconformado com seu ato. Negou, dali em diante, o título que recebera de Olodumare.

Lendas: Oxóssi (Acusado de roubar animais)

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Em Ijebu viveu um caçador chamado Erinlé, ele era generoso e imbatível na caça, por isso era admirado pela maioria da população, mas havia alguns moradores que invejavam Erinlé e que conspiravam para arruinar o caçador, famoso pela caça de elefantes e de outros animais.

Decidiram roubar cabras e ovelhas do rei e culpar Erinlé, o rei intimou quem soubesse algo sobre o roubo a dizê-lo, os conspiradores foram até o rei fazer a acusação, disseram que Erinlé roubava cabras e ovelhas, escondia as peles em casa e dizia que as carnes eram de animais selvagens.

O rei quis ouvir a defesa de Erinlé, houve testemunhos a favor dele, diante do impasse, o rei ponderou que Erinlé parecia ser de fato um grande caçador, mas teria que provar sua inocência. Erinlé disse: Minha caça falará por mim. Minha caça será minha testemunha”.

Erinlé foi até sua casa e trouxe coisas para o rei, Erinlé trouxe as peles dos animais selvagens que havia caçado, presas de elefantes e de javalis, peles de gamos, veados e antílopes.

Então o rei reconheceu a inocência de Erinlé e ordenou que ninguém mais tocasse no assunto, Erinlé foi para casa, inocentado porém triste. Erinlé nunca se conformou com a acusação que sofrera, Erinlé pensava e não entendia a razão de tentarem desgraça-lo, n ão quis mais caçar nem comer com os seus.

Em momentos de desespero fustigava o próprio corpo com a sua chibata de cavaleiro, seu bilala. Imaginava que seria acusado novamente caso acontecesse outro roubo de animais.

Erinlé perdera completamente a vontade de caçar, então entrou na água de um rio próximo e partiu de Ijebu, onde nunca mais foi visto, E se tornou o orixá do rio.

Erinlé agora é o rio, o rio Erinlé é Erinlé, o orixá caçador que já não caça.

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